domingo, 16 de maio de 2010

O que distingue a política externa de Lula da do governo FHC?

Sem dúvida alguma, do ponto de vista da forma, a diplomacia do governo Lula ostenta
um ativismo exemplar, representado por um intenso programa de diplomacia presidencial, complementado
por um ainda mais ativo circuito de contatos, encontros, viagens de trabalho e conversações a
cargo do chanceler e, de maneira algo inédita para os padrões do Itamaraty, do próprio
Secretário-Geral das Relações Exteriores, funcionário normalmente (e tradicionalmente)
dedicado às lides administrativas e aos assuntos de “economia doméstica” da Casa. Tanto o
ministro Celso Amorim, como seu principal auxiliar, embaixador Samuel Pinheiro
Guimarães, têm conduzido uma das fases mais dinâmicas da diplomacia brasileira em
qualquer época histórica. São obviamente divergentes muitas das análises e avaliações que se
fazem sobre o mérito relativo de cada uma das iniciativas tomadas por esses responsáveis
(assim como pela própria assessoria presidencial), sobre a orientação geral imprimida à
política externa, assim como sobre o desempenho efetivo dessa diplomacia inovadora em
termos de aumento do “bem-estar” nacional ou do prestígio internacional do País, mas não se
pode deixar de reconhecer seu caráter dinâmico e “multi-presencial”.
Do ponto de vista do conteúdo, a diplomacia do governo Lula apresenta uma postura
mais assertiva, mais enfática em torno da chamada defesa da soberania nacional e dos
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interesses nacionais, assim como de busca de alianças privilegiadas no Sul, com ênfase
especial nos processos de integração da América do Sul e do Mercosul, com reforço
conseqüente deste último no plano político. Tudo isso não deve surpreender os observadores
mais argutos, pois que essas propostas figuram nos documentos do PT há praticamente vinte
anos, por vezes nos mesmos termos e estilo (até na terminologia) que os atualmente
proclamados, coincidindo, portanto, com a política externa praticada pelo governo Lula.
No que se refere à agenda diplomática propriamente dita, pode ser ressaltada a postura
essencialmente crítica assumida em relação à globalização e à abertura comercial, com um
maior empenho na reafirmação das posições tradicionais do Brasil em matéria de negociações
comerciais (busca de acesso aos mercados dos países desenvolvidos, com a manutenção dos
mecanismos que favorecem países em desenvolvimento, não engajamento em demandas de
liberalização que possam representar comprometimento do que foi chamado de capacidade
nacional de estabelecer políticas nacionais e setoriais de desenvolvimento e de autonomia
tecnológica), bem como uma definição contrária – também tradicional no PT – à conhecida
“fragilidade financeira externa”, com a implementação conseqüente de políticas que
permitam a produção de saldos comerciais e não aprofundem a dependência de capitais
estrangeiros na frente econômica externa.
No plano político, são evidentes o projeto de reforçar a capacidade de “intervenção” do
Brasil no mundo, a assunção declarada do desejo de ocupar uma cadeira permanente num
Conselho de Segurança reformado e a oposição ao unilateralismo ou unipolaridade, com a
defesa ativa do multilateralismo e de um maior equilíbrio nas relações internacionais. No
plano econômico, trata-se de buscar maior cooperação e integração com países similares
(outras potências médias) e vizinhos regionais.

Refência:

Paulo Roberto de Almeida;Uma política externa engajada: a diplomacia do governo Lula.Disponivel em:http://www.pralmeida.org/05DocsPRA/1260PExtLula.pdf Acessado em:12/04/2010 as 10:35

sábado, 15 de maio de 2010

Política Social

Visão atual do governo FHC

As opiniões a respeito do Governo FHC são divergentes: seus opositores o acusam de corrupção pela compra de votos de parlamentares no Congresso Nacional para aprovar a Emenda da Reeleição, da qual Fernando Henrique Cardoso foi defensor e beneficiário - embora o envolvimento direto do presidente, ou de pessoas diretamente ligadas a ele, nunca tenha sido comprovado. Também se colocam contra a privatização de empresas estatais como a Vale do Rio Doce e o sistema de telefonia.



Já seus defensores afirmam que o governo FHC teve pulso firme para impedir que o Brasil quebrasse, como aconteceu com a Argentina, e que estabilizou a economia, derrotou a inflação e melhorou áreas de infra-estrutura do país com as privatizações, em especial as telecomunicações, que recebeu investimentos de aproximadamente 135 bilhões de reais e se modernizou rapidamente nas mãos da iniciativa privada fazendo com que uma linha telefônica deixasse de ser um artigo de luxo, como era até os anos 90.



Os opositores de FHC alegam que o Brasil não quebrou, mas estagnou-se e que a Argentina, embora tenha "quebrado" (pediu moratória), desde sua quebra vê seu PIB crescendo a altas taxas, desde 2003, porém com inflação também em alta. Porém, hoje em dia a Argentina é um dos países que mais sofrem com a crise mundial de 2008.



 Referências

1.↑ Estatísticas do século XX, IBGE.

2.↑ FMI - MAIS UMA CONTA PARA OS BRASILEIROS PAGAREM. Revista Época, 13 de agosto de 2001

3.↑ a b c RODRIGUES, Fernando. Deputado diz que vendeu seu voto a favor da reeleição por R$ 200 mil. Folha de S. Paulo, 13 de maio de 1997

4.↑ FEU, Aumara. Evolução da Dívida Pública Brasileira São Paulo: CMI, 27/10/2002

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Constituição da Política Social no Brasil

Os anos 80 no Brasil foram marcados por um processo de redemocratização política, depois de quase 20 anos de ditadura. A rearticulação de movimentos sociais, centrais de representação dos trabalhadores e partidos políticos lentamente foi pressionando pela volta das liberdades fundamentais.

Em 1989 as eleições diretas para Presidência da República, novas forças sociais e políticas passaram a disputar o controle e a gestão da máquina pública. Por outro lado, este período foi marcado por altos índices de desemprego e uma inflação galopante, fortalecendo a perversa concentração de renda no Brasil.

Contingentes cada vez maiores da população estavam a cada dia mais pobre e não tinham o mínimo de direitos garantidos.

Este período se configurou, por um lado, como um processo de democratização política e por outro um injusto modelo de desenvolvimento econômico. Novos prefeitos, vereadores e deputados eleitos, muitos deles provenientes dos novos movimentos sociais e políticos, buscavam formas de exercer o poder que respondessem ao enorme déficit social, o qual crescia a cada dia e que superassem o clientelismo e o patrimonialismo, tão característicos da política brasileira.

Surgiram várias experiências que inovaram em relação às práticas políticas tradicionais. Em poucos anos, em vários municípios e estados, surgiram experiências que sinalizavam a possibilidade de se implementarem políticas que, democratizando a gestão, melhorassem as condições de vida da população, assim novos programas foram instituídos no intuito de diminuir o índice de pobreza e desigualdades sociais.


Referência:

PAULICS, Verônika. Disseminação de experiências de gestão pública. O caso do Programa de Renda Mínima no Brasil (1991-1997). Disponível em: http://www.eaesp.fgvsp.br/subportais/ceapg/Acervo%20Virtual/Cadernos/Cadernos/Cad34.pdf . Acesso em 12 mai. 2010.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Desenvolvomentismo economico

Em suma, o desenvolvimento econômico é um processo pelo qual a renda nacional real de uma economia aumenta durante um longo período de tempo. A renda nacional real refere-se ao produto total do país de bens e serviços finais, expresso não em termos monetários, mas sim em termos reais: a expressão monetária da renda nacional deve ser corrigida por um índice apropriado de preço de bens e consumo e bens de capital. E, se o ritmo de desenvolvimento é superior ao da população, então a renda real per capita aumentará. O processo implica na atuação de certas forças, que operam durante um longo período de tempo e representam modificações em determinadas variáveis. Os detalhes do processo variam sob condições diversas no espaço e no tempo, mas, não obstante, há algumas características comuns básicas, e o resultado geral do processo é o crescimento do produto nacional de uma economia que, em si própria, é uma variação particular a longo prazo.

O processo de desenvolvimento econômico supõe que ajustes institucionais, fiscais e jurídicos são necessários, incentivos para inovações e investimentos, assim como fornecer condições para um sistema eficiente de produção e distribuição de bens e serviços à população.

Desenvolvimento pode ser entendido como exercício de potencial. Uma analogia ajuda a entender o significado: quando uma semente se torna uma planta adulta está exercendo um potencial genético, em outras palavras, está desenvolvendo-se. Quando qualificado pelo adjetivo econômico, refere-se ao processo de produção de riqueza material, a partir do potencial dado pela disponibilidade de recursos humanos e naturais e uso de tecnologia. No campo crítico da economia, a palavra desenvolvimento vem normalmente acompanhada da palavra capitalista para mostrar que o desenvolvimento refere-se ao todo social. Esta noção está muito bem desenvolvida, em diversos capítulos do livro de COWEN, M. P. e SHENTON, R.W. (1996, Doctrines of Development. London: Routledge). Especificamente sobre o desenvolvimento capitalista há um verbete no Dicionário do Pensamento Marxista de Tom BOTTOMORE (1988).

Foram muitas as teorias voltadas para a promoção do desenvolvimento econômico. Como alternativa à crise de 1929, o economista inglês John Maynard Keynes formulou uma hipótese de que o Estado deveria interferir ativamente na economia: seja regulando o mercado de capitais, seja criando empregos e promovendo obras de infra-estrutura e fabricando bens de capital.

Essa teoria foi muito popular até os anos 1970 quando - em parte devido à crise do petróleo - o sistema monetário internacional entrou em crise. Tornou-se então evidente a inviabilidade da conversibilidade do dólar em ouro, ruiu o padrão dólar-ouro, com inflação e o endividamento dos Estados por um lado, e uma grande acumulação de excedente monetário líquido nas mãos dos países exportadores de petróleo por outro. Em vista disso, sobreveio uma mudança de enfoque na política económica.

Surge então a escola neoliberal de pensamento econômico, baseada na firme crença na Lei de Say), e cujos fundamentos já tinham sido esboçados em 1940 pelo economista austríaco Friedrich August von Hayek. Para corrigir os problemas inerentes à crise, os neoliberais pregavam a redução dos gastos públicos e a desregulamentação, de modo a permitir que as empresas com recursos suficientes pudessem investir em praticamente todos os setores de todos os mercados do planeta: tornar-se-iam empresas multinacionais ou transnacionais.

[editar] Neoliberalismo
O neoliberalismo foi experimentado, primeiramente, por Pinochet, no Chile [1] na década de 1970, e foi seguida pela inglesa Margaret Thatcher e pelo americano Ronald Reagan nos anos 1980.

O Chile tornou-se uma espécie de vitrine mundial do modelo neoliberal. O crescimento do PIB oscilou de uma taxa positiva de + 8% a taxas negativas inferiores a -13%. Entre 1975 e 1982, a média de crescimento foi de + 2,9% a.a.

No entanto, os custos sociais foram grandes. Mais de 200 mil chilenos tiveram que emigrar por razões económicas. O Chile viu seu desemprego subir dos 4% da era Allende para 18% na era Pinochet, e a taxa de pobreza subir de 20% para 45%. Isso acabou por minar o apoio à ditadura e provocar a derrota de Pinochet em 1988, quando se iniciou a transição para uma democracia.

Embora os resultados a curto prazo da transição chilena para um modelo neoliberal de economia tenham sido ruins para a sociedade, ainda no início da década de 90, o país se tornou a economia mais próspera da América Latina, crescendo a taxas superiores a 7% ao ano, o que rendeu ao país o título de Tigre Asiático latino-americano, em clara referência aos países asiáticos cujas economias cresciam rapidamente. O país conseguiu reduzir a pobreza de 50% de sua população em 1987, para 18,3% em 2003, tornando-se assim o primeiro país latino-americano a cumprir as metas do milênio para a redução da pobreza.

De 1990 até 2004, as práticas neoliberais preconizadas pelo Consenso de Washington, em 1990), e pelo FMI, durante a década seguinte, tornaram-se um modismo quase irresistível para os governantes, que acreditavam ter encontrado a fórmula para alcançar um maior desenvolvimento econômico. Reformas foram aplicadas em vários países, notadamente nos mais pobres, no pressuposto de que, com a liberalização dos mercados, fosse possível atrair um maior volume de investimentos. [2]

Entre algumas medidas consideradas necessárias para os neoliberais, estão as privatizações de empresas estatais, a abertura do mercado de capitais, a liberalização dos fluxos internacionais de capitais (inclusive para os investimentos de curto prazo, o hot-money ), o fim das reservas de mercado e a flexibilização de leis trabalhistas.

Uma das reações às práticas neoliberais foi a busca de alternativas de desenvolvimento econômico local, como forma de tentar suprir a incapacidade de promoção do desenvolvimento pelos Estados dos países subdesenvolvidos, nomeadamente em oposição às idéias e práticas neoliberais.
Fonte:Wikipedia

Será que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se manifestaria de forma contraria ao presidente Lula no que se diz respeito à política externa?

Veja agora um reportagem que o FHC manifesta suas idéias em relação ao tema.

Referencia:

Resportagem a Veja on-line. Disponivel em:http://www.youtube.com/watch?v=W6xg3FW7fxM Acessado em 10/05/2010